Acid WorLd


Polêmica, pitbulls e violência.
Setembro 2, 2007, 1:08 am
Arquivado em: Sem Categoria

Guerras mataram milhões de animais, queimadas mataram milhões de animais, nossas refeições mataram milhões de animais, acidentes mataram milhões de animais, irresponsabilidade humana matou milhares de animais. Humanos mataram e ainda matamm milhares de animais INOCENTES E IRRACIONAIS.

O que me espanta é a potência para criar ARMAS, o pitbull foi mais uma vítima do ser humano e hoje está pagando pela sua existência ter caido nas mãos erradas. As rinhas por exemplo enfureciam o animal, criavam inimigos, o ódio, a força.
Sou a favor de uma criação pura de pitbulls, com uma boa linhagem, e a castração de animais do qual não se sabe a procedência, mas NUNCA, NUNCA mesmo a favor do extermínio.

Milhares de humanos, seres racionais matam outros sem motivos aparentes, por vontade e ficam presos em celas até que a nossa justiça que não é das melhores o solte. Mas não os exterminamos, por quê?
Exterminar cães irracionais vítimas do ódio humano por quê? Somos nós os assassinos, inclusiver por pensar em algo como extermínio de uma espécie, puro especismo, racismo.

Com base em estudos, apenas 40 genes separam seu cão de um lobo. Cães foram selecionados pelas suas aptidões através da seleção artificial, em função das características físicas e comportamentais requeridas. Somos tão racionais e egoístas que criamos alguns animais nos utilizando como espelho, quem desenvolve o comportamento total deles somos nós, e queremos culpá-los. Precisamos sempre colocar a culpa em alguém, infelizmente o Pitbull foi a vítima da vez.

Basta fazer uma busca pelo google para notar o preconceito que a mídia disseminou a respeito dos Pitbulls, encontrarão notícias distorcidas e quase sempre contendo “ataque” ou alguma palavra semalhante.

Eu só espero que cada um de vocês tenha consciência para analisar adequadamente as situações e se colocar no lugar de racional.

Encontrei um artigo da “Arca Brasil” muito interessante, vale a pena ler:

 A raça mais polêmica do momento.

Alguns anos atrás, a sociedade temia os dobermanns. Corria até o boato de que estes cães, desenvolvidos na Alemanha no auge do nazismo, teriam predisposição genética a atacar pessoas de pele escura (!!) e sofreriam de uma enxaqueca crônica, devido ao pequeno tamanho de sua caixa craniana. E mais: em razão dessa dor de cabeça interminável, os dobermanns estariam sempre nervosos e prontos a atacar…

Depois foi a vez dos rottweilers se transformarem em inimigos públicos. Os detratores da raça afirmavam categoricamente que esse cão não tinha a capacidade de se apegar aos donos e, por isso, nunca poderia ser um animal de estimação confiável.

Agora, o alvo é o pitbull. No debate sobre a “verdadeira natureza” deste cão, as opiniões de dividem: de um lado, os apreciadores da raça fazem sua defesa apaixonada; de outro, estão aqueles que consideram o pitbull uma fera incontrolável, um animal imprevisível e que pode fugir do controle a qualquer instante. Com quem está a razão?

A ARCA Brasil entende que não existem verdades absolutas, sobretudo em questões tão complexas como essas que envolvem a nossa relação com outras espécies. A predisposição para a posse responsável de cães e gatos  é um fator fundamental para um bom convívio entre sociedade e animais. Ao mesmo tempo, acreditamos que esse debate precisa ser conduzido de forma séria e construtiva, a fim de evitar equívocos que possam colocar em risco o bem-estar das pessoas e dos cães (vale lembrar o caso do Rio de Janeiro, onde chegou a ser implementada uma lei que restringia o passeio das “raças agressivas”).

Assim, a ARCA decidiu incluir o debate sobre pitbulls na programação do 2º Seminário Veterinário Solidário – Responsabilidade Social & Bem-Estar Animal. Essa providência foi tomada por dois motivos principais: um, é a busca de caminhos efetivos, que possam de fato contribuir para tornar mais harmonioso o convívio da sociedade com seus animais; o outro, de suma importância, é a necessidade de fornecer subsídios para que o clínico veterinário possa lidar melhor com a questão dos pitbulls em seu dia-a-dia. Como orientar apropriadamente os donos destes animais? Que providências cabem a esse profissional na eventualidade de ele atender um cão que claramente foi utilizado em rinhas? É possível reverter um comportamento problemático já instalado?

Estas e outras questões serão debatidas durante o Seminário, com a presença de veterinários que se dedicam intensamente ao estudo do tema. Um deles é o veterinário solidário Renato Medeiros, de São Paulo. Confira a seguir algumas opiniões desse profissional a respeito dos pitbulls:

ARCA: Na sua opinião, qual é o verdadeiro pitbull: o cão amigo e atlético, ou o animal feroz e pronto para o ataque?
RM:
Para responder sua pergunta, devo deixar claro que maior problema em torno do pitbull é a imagem que foi criada no início de sua criação e comercialização no Brasil. Com o intuito de fazer sobressair o porte atlético que esse animal de fato possui, os criadores investiram muito na imagem do cão forte e robusto. Isso estimulou o interesse pela raça, mas atraiu também a atenção pouco desejável de quem quer um “cachorro mau”.

ARCA: Porém, os ataques que ocorrem são reais. Como explicar tantos acidentes envolvendo pitbulls e cães de grande porte, como rottweilers, filas e mastins?
RM:
Em primeiro lugar, existem de fato pessoas mal-intencionadas, que adquirem cães destas raças com o intuito de transformá-los em animais de ataque. Ao receberem treinamento inadequado, eles desenvolverão comportamentos negativos. Também existe o problema de pessoas que não sabem educar adequadamente, que mal controlam o cachorro – isso também é grave, sobretudo quando se trata de animais de grande porte. Como esses cães são fortes e vigorosos, qualquer mordida deles produz um estrago. Um chiuaua pode ser tão ou mais agressivo, mas seu “ataque” não causará um dano físico real. Finalmente, existe a mídia, que busca notícias sensacionalistas e dá destaque, sempre negativo, ao pitbull, mesmo quando ele não esteve envolvido em ataque nenhum.

ARCA: O senhor poderia dar um exemplo?
RM:
No dia 20 de setembro, o jornal Folha de São Paulo noticiou o abadono de um pitbull, que fora amarrado a uma lixeira num bairro da zona sul de São Paulo. O animal foi vítima de abandono, não atacou ninguém e foi levado sem problemas pelos funcionários do Centro de Controle de Zoonoses. No entanto, o jornal estampou m letras garrafais: “Perigo na Calçada”!

ARCA: O que o senhor pensa dessas leis que restringem os passeios dos cães destas raças ou mesmo que pretendem instituir a castração obrigatória?
RM:
São todas inúteis. Primeiro, porque penalizam o animal em vez de responsabilizarem os maus proprietários. Segundo, porque são leis que não educam. O certo seria difundir conceitos de posse responsável, não estabelecer limites e proibições ineficientes. Terceiro, porque sempre surge uma nova raça da moda para assumir o papel de vilão: se acabarem com os pitbulls, virá a moda do Cane Corso, do Dogo Argentino… O que tem de ser feito é conscientizar as pessoas!

ARCA: E as rinhas?
RM :
A própria história da raça (o pitbull foi desenvolvido originalmente para lutar com touros) leva alguns aventureiros a quererem um cão de rinha. Esta é uma questão séria, pois configura uma tremenda crueldade contra os animais e evidentemente gera distúrbios comportamentais. Além disso, dá margem a um outro problema, que são as criações de fundo de quintal. Os donos dos “melhores lutadores” vão querer cruzar seus cães, vender os filhotes, dando origem a toda uma linhagem clandestina, sem o menor critério para as cruzas etc.

ARCA: Finalmente, a pergunta mais importante: o pitbull tem predisposição genética à agressividade?
RM:
Não e não! Por se tratar de uma raça forte, com temperamento dominante, alguns exemplares podem demonstrar intolerância com outros cães, mas não existem as tais “linhagens de pitbulls agressivos com seres humanos”. Isso é mito! O que pode acontecer é que uma fêmea próxima ao período do cio ou com filhotes, ou mesmo um macho excitado pela proximidade de uma fêmea no cio, demonstrem uma agressividade maior. Mas isso pode acontecer com qualquer cachorro, de qualquer raça!

A seguir algumas imagens e no final o nome/nick e endereço (link) dos respectivos autores:

[chrispessôa]

(chrispessôa)

Paint with light

(Paint with light)

fast boy

(fast boy)

phverant

 (phverant)

maharogers

 (maharogers)

 wormwould

(wormwould)

shelby1half

 (shelby1half)

bitte, baby, bitte.

 (bitte, baby, bitte. .)

Você já se perguntou?! Qual a origem dos seus medos?



A fera da fúria do homem; Pit Bull.
Agosto 17, 2007, 6:13 pm
Arquivado em: animais

3873672.jpg

Fotografado por David Cerame.

Recebi esses dias por e-mail uma apresentação (PPS) do(a) Derville (dergardeny@uol.com.br) sobre o tema em questão, de todos que já li, e não foram poucos, esse foi o melhor. Alguns trechos (alguns alterados devido a continuidade em imagens que não postarei aqui):

Quando um Pit Bull ataca alguém, a imprensa publica com o maior destaque. Mas todos os outros Pit Bulls, que dia após dia fazem apenas coisas dignas de admiração, continuam completamente anônimos.
Vários Pit Bulls trabalharam como cães de resgate após o atentado de 11 de Setembro.
Arriscaram suas próprias vidas e se machucaram salvando pessoas que nem conheciam, e ninguém soube disso.
Os voluntários com cães de outras raças eram entrevistados, mas os que tinham Pit Bulls só apareciam passando ao fundo e vasculhando os escombros.
Os Pit Bulls são tratados como se fossem todos criminosos.
No mundo inteiro, existem Pit Bulls  trabalhando como cães de Polícia…
…Pit Bulls que fazem terapia com crianças, idosos e doentes em hospitais e abrigos…
… e Pit Bulls que fazem parte de milhares de famílias, protegendo-as ou simplesmente lhes dando alegria e amor.
Mas estes NUNCA aparecem no jornal ou na tv.
O público gosta de ver violência, e não cachorros lambendo e abanando o rabo.
Pit Bulls de caráter irretocável são a regra, e não a exceção da raça.
Por este motivo é que quem realmente conhece a raça,  a defende tanto: CONFIANÇA.
Ham, um pitbull que desde filhote era colocado em rinhas por seu primeiro dono. Muito ferido, foi salvo da morte pela polícia. Ham perdeu seu olho esquerdo, mas não sua capacidade de amar.  Foi adotado e vive hoje  nos EUA com sua nova família, que o define como “o cão mais carinhoso e alegre do mundo”.  Este é o verdadeiro convívio que um Pit Bull pode proporcionar.
Por isso é que tantas pessoas amam e defendem esta raça de cachorro.

E agora querem criar uma lei  que esterilize todos os Pit Bulls, para causar sua extinção a médio prazo. A raça humana, a mais temível de todas, extermina diariamente dezenas de milhares de animais de inúmeras espécies, inclusive da sua própria.
Pais matam seus próprios filhos, filhos matam seus pais. E ainda não há leis suficientes para nos proteger dessa ameaça que é o Homem – o único animal que mata por prazer e por dinheiro, e o único a treinar filhotes de outros animais  para matarem por ele.
O grande pecado do Pit Bull  foi não saber escolher suas amizades. Querer ter, como melhor amigo,  logo o Homem.
E agora, como se proteger da fúria deste animal violento e cruel?

Ótimo texto em todos os aspectos, as imagens também ilustraram muito bem. Lembro que uma vez, quando era bem mais nova escrevi um texto sobre isso, era uma redação do colégio com o tema “Quem sou eu”, e eu poderia ser qualquer coisa, escolhi ser um Pit Bull. Nesse tempo o assunto tinha alguma polêmica mas não era o assunto da hora, e lendo esse texto não consigo entender como algumas pessoas não percebem que o homem procura sempre alguém para culpar.  A mídia se aproveita disso, sempre se aproveitou, a mídia coloca a etiqueta de VILÃO E MOCINHO e as pessoas caem no conto, nasce o ódio “platônico”. Resumo aqui meus comentários já que o texto não deixa a desejar.



Sim, não. (In)Feliz. Por favor, não fique furioso.
Agosto 10, 2007, 4:21 am
Arquivado em: Inutilidade

Perdi alguns hábitos e notei que meu dia ficou mais curto, já não consigo fazer mais nada… Pensando nisso cheguei aleatoriamente a conclusão de que nenhuma palavra tem um significado só. Pode parecer óbvio, mas até então eu nunca tinha reparado.

E será que tudo no mundo depende do contexto e do tom? Há um tempo vi em um livro o exemplo perfeito, a palavra FERA, no dicionário você a encontra como “animal selvagem” e violento que não vive com o homem a não ser atrás de grades, no zoológico. E esse é o sentido inicial da palavra mesmo, mas também é usada como “furioso”, “bravo”.
- É, ele estava uma fera.
Tão bravo quanto um animal selvagem? Eu hein. Mal posso imaginar quando a fera virar uma fera.

Parece que isso sempre aconteceu. As palavras não são exclusivas, estou admirada. :|

Não fique impressionado se quando eu chegar soltar um tchau sonoro.
E seja bem claro ao falar comigo, pensarei em todos os sentidos possíveis das palavras relacionadas. ¬¬ 



O que, outro blog?
Agosto 9, 2007, 12:25 am
Arquivado em: Inutilidade
É, e finalmente mais um blog. Que (quase) todos tem um blog não é novidade. Mas a pergunta que fica é, as pessoas tem um blog por quê?
Em breve esse tema será analisado.